A importância do estandarte
HISTÓRIA DOS ESTANDARTES (no Brasil)
As procissões religiosas que percorrem as ruas de paralelepípedos das cidades
históricas, em Minas Gerais, retratam através dos estandartes uma cultura que remota ao
século XVIII. Os estandartes são conduzidos pelos fiéis intimamente ligados às
tradições religiosas brasileiras.
Esse adorno veio de Portugal trazido pelos escravos. Existem relatos que os
estandartes puderam ser vistos na primeira missa realizada no país, celebrada no dia 26
de abril de 1500 pelo Frei Henrique Soares, na praia de Costa Vermelha, sul da Bahia.
Os escravos não podiam freqüentar as igrejas nos dias de festas. Para que eles
pudessem manifestar a religiosidade tinham que usar deste artifício, confeccionar os
próprios santos. A maneira mais fácil era através de estandartes. Portanto eles
conseguiam através das escravas que ficavam responsáveis pela confecção das roupas
da corte, panos e retalhos para confeccionar os estandartes. Mas para não ficar evidente
este roubo, os panos tinham que ser pintados com pigmentos naturais. E a pintura dos
santos ou santas eram pintadas também a mão com estes pigmentos de tintas feitos com
açafrão, colorau, terra, etc, geralmente misturado a clara de ovo para melhor fixar. Daí a
beleza das cores vibrantes que os estandartes têm de certa forma manter a tradição,
usando bastante retalho e pouca fita. Retalhos de tecidos, unidos as franjas, fuxicos e
crochês, tudo muito colorido, dão vida a bandeiras com imagens sacras. Pego tudo o que
vejo porque sei que vai resultar em alguma coisa.
Com o tempo cada quilombo passou a ter identidade própria nas comemorações
do Rosário, do Divino, da Semana Santa e da Folia de Reis. Os escravos para imitarem
a corte também tinham Reis e Rainhas. Folia de Reis e Congado tem toda uma corte. Os
estandarte saltaram das ruas para o interior das casas, incorporando-se às decorações.
Uma única obra pode levar até 20 dias para ser concluída. Levando em
consideração a carga de religiosidade que carrega, além do resgate da memória e das
tradições que divulga, pode-se dizer que este tempo é pouco. Os estandartes não seguem
só a linha religiosa, a criação seguindo a linha no formato de estandartes, tem vários
temas e poderá ser colocado em vários ambientes da casa.No Tibet os retalhos que ficam na lateral dos estandartes têm o nome de
“tankas”. São fitas compridas de pano colorido onde as pessoas escrevem pedidos
como: paz, saúde, alegria, etc. dizem que os pedidos entram na energia do Universo
para serem atendidos.
“tankas”. São fitas compridas de pano colorido onde as pessoas escrevem pedidos
como: paz, saúde, alegria, etc. dizem que os pedidos entram na energia do Universo para serem atendidos.
As procissões religiosas que percorrem as ruas de paralelepípedos das cidades
históricas, em Minas Gerais, retratam através dos estandartes uma cultura que remota ao
século XVIII. Os estandartes são conduzidos pelos fiéis intimamente ligados às
tradições religiosas brasileiras.
Esse adorno veio de Portugal trazido pelos escravos. Existem relatos que os
estandartes puderam ser vistos na primeira missa realizada no país, celebrada no dia 26
de abril de 1500 pelo Frei Henrique Soares, na praia de Costa Vermelha, sul da Bahia.
Os escravos não podiam freqüentar as igrejas nos dias de festas. Para que eles
pudessem manifestar a religiosidade tinham que usar deste artifício, confeccionar os próprios santos. A maneira mais fácil era através de estandartes. Portanto eles
conseguiam através das escravas que ficavam responsáveis pela confecção das roupas
da corte, panos e retalhos para confeccionar os estandartes. Mas para não ficar evidente
este roubo, os panos tinham que ser pintados com pigmentos naturais. E a pintura dos
santos ou santas eram pintadas também a mão com estes pigmentos de tintas feitos com
açafrão, colorau, terra, etc, geralmente misturado a clara de ovo para melhor fixar. Daí a
beleza das cores vibrantes que os estandartes têm de certa forma manter a tradição,
usando bastante retalho e pouca fita. Retalhos de tecidos, unidos as franjas, fuxicos e
crochês, tudo muito colorido, dão vida a bandeiras com imagens sacras. Pego tudo o que
vejo porque sei que vai resultar em alguma coisa.
Com o tempo cada quilombo passou a ter identidade própria nas comemorações
do Rosário, do Divino, da Semana Santa e da Folia de Reis. Os escravos para imitarem
a corte também tinham Reis e Rainhas. Folia de Reis e Congado tem toda uma corte. Os
estandarte saltaram das ruas para o interior das casas, incorporando-se às decorações. Uma única obra pode levar até 20 dias para ser concluída. Levando em
consideração a carga de religiosidade que carrega, além do resgate da memória e das
tradições que divulga, pode-se dizer que este tempo é pouco. Os estandartes não seguem
só a linha religiosa, a criação seguindo a linha no formato de estandartes, tem vários
temas e poderá ser colocado em vários ambientes da casa.No Tibet os retalhos que ficam na lateral dos estandartes têm o nome de
“tankas”. São fitas compridas de pano colorido onde as pessoas escrevem pedidos
como: paz, saúde, alegria, etc. dizem que os pedidos entram na energia do Universo
para serem atendidos.































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