segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020



          CURIOSIDADES DO CARNAVAL
No próximo Domingo dia 09 de fevereiro estaremos comemorando o dia do FREVO,um grande orgulho para os pernambucanos ! O ritmo contagiante foi declarado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela ONU e Patrimônio Cultural do Brasil, título concedido pelo Iphan. fotos do grupo de danças popular (FACES CULTURAIS).                                                                                                                                

Sabe por que 9 de fevereiro é o Dia         do Frevo?


Recife, fevereiro de 1909. Na secção Cavaco do Jornal Pequeno do dia 24, as palavras pareciam pular da página: “Frevo, palavra magnética, capaz de por em vibração contínua o universo inteiro”. Os dizeres levavam a assinatura de um certo Jota, jornalista.  Não seria a primeira vez que a palavra FREVO ganharia as páginas dos jornais – e muito menos a última -, mas com certeza foi a melhor definição já publicada em letras pretas e fundo branco.
Dois anos antes, em 9 de fevereiro de 1907, é que surge, aí sim, o primeiro registro já encontrado na Imprensa pernambucana de FREVO.  Também no Jornal Pequeno, o jornalista Osvaldo Almeida publicou em sua coluna Carnaval, uma nota em que mencionava o repertório do ensaio geral do Clube de Empalhadores do Feitosa. 
por
Uma peleja de ‘frever’ corações e a arte pernambucana de se comunicar com os pés    Entre DelíciasAmorosaO Sol e Dois Pensamentos (todas músicas que foram tocadas no desfile do dia anterior) resplandecia O Frevo, que era uma composição que chegou a andar sem nome, segundo Mário Melo, até receber a alcunha O Frevo. Ironia do destino, o batismo tardio a faria entrar pra história!

Grande Evandro

É aí que entra o pesquisador cultural, amante do Carnaval, Evandro Rabello, que infelizmente partiu em 2015, mas deixou de herança o Dia do Frevo. Foi ele que, funcionário público, gastava as horas de intervalo pesquisando sobre cultura popular, Carnaval e frevo.
Foi ele que achou essa primeira referência à palavra FREVO em um jornal, antes de cair no gosto e nos corações dos pernambucanos.
Neste momento histórico, em fevereiro de 1907, nem era ainda um ritmo, mas foi a primeira vez que as cinco letras chegaram juntas.
O rebuliço viria alguns anos depois. E várias explicações para a origem da palavra: desde o óbvio “fervo” a uma rima com “trevo”, passando, claro, por uma  explicação mais erudita e religiosa. Segundo o médico e escritor Ruy dos Santos Pereira, o nome pode ter derivado de “freiria”, que significa congregações, confrarias, sociedades…

Tudo isso está lá nos estudos de Evandro Rabello, que conseguiu que a descoberta virasse oficialmente Dia do Frevo em 1990.   
e-evandro-rabelloEm 9 de junho de 2015, o carnaval do Recife e sua historiografia perderam um dos seus mais aguerridos, apaixonados representantes. Enquanto pôde, Evandro Rabello teimou, teimou – e sabemos da sua personalidade teimosa! Há anos sua saúde dava sinais de fraqueza, e ele resistia, teimava. Tinha uma chama muito forte. A centelha de quem gostava de viver, gostava da vida. Evandro Rabello nasceu no ano de 1935, em Aliança (distrito da Lapa, atual Macujê), 
zona da mata pernambucana.
Evandro Rabello muito elegante de summer (Foto: Acervo de Germano Rabello)
e-evandro-rabello-livrosFoi pai de Eduardo e Germano, filhos do casamento com Leda, companheira incansável e exemplar em todos os momentos. Evandro foi boêmio ativo nas noites do Recife chegando inclusive a ser proprietário de uma gafieira chamada Pedra no Sapato. Funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) até se aposentar, trabalhou também em outras instituições como a Empetur e a Fundaj. Era formado em História pela Universidade Católica de Pernambuco e, exercendo o ofício, publicou livros como O Mundo de Dona Finha (1969), Ciranda: dança de roda, dança da moda (1979) e o mais recente Memórias da Folia: o carnaval do Recife pelos olhos da Imprensa (2004).Evandro Rabello na sua biblioteca (Foto: Acervo de Germano Rabello)
Durante anos, Evandro frequentou os acervos da Biblioteca Pública Estadual, da Associação Comercial e da Hemeroteca do Arquivo Público Estadual de Pernambuco e coletou dezenas de notícias e artigos de jornal que tematizavam o carnaval entre os séculos XIX e XX. Como vemos, Evandro vivia duas paixões de modo articulado: a pesquisa documental e o carnaval. Evandro colaborou escrevendo para a imprensa pernambucana e publicando artigos como O Recife e o Carnaval e Vassourinhas foi compositado em 1909. 

Pesquisa realizada pelo google.

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